segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Coca-Cola did it again

Vi o anúncio pela primeira vez no dia de Natal. Já tinha visto várias pessoas a pô-lo no facebook, mas não me despertou curiosidade. Na televisão, sim. Prendeu-me o olhar e o interesse. E fiquei até ao fim a pensar "Isto é de quem?". No fim, quando apareceu a Coca-Cola pensei automaticamente "Só podia". Não por ter um grande carinho ao produto e marca em si, mas porque sou fã da sua comunicação, desde que me lembro. Fazem um trabalho espectacular, as campanhas prendem sempre a atenção, dão conforto, despertam sorrisos. E esta não é diferente. É ainda melhor. É positiva, optimista, feliz, esperançosa. Atributos que a todos nos fazem um bocadinho de falta neste momento.

Por graça, hoje cheguei ao trabalho e falaram-me logo nela. "Liga para a agência de comunicação, pede informações, isto e aquilo e etc e tal". E assim o fiz. Porque quando algo nos toca, é mais fácil trabalhar sobre o mesmo.


Foi a agência IVITY que a adaptou para Portugal. Filmou-se no Jardim das Necessidades, em Lisboa, e as vozes são do Coro Santo Amaro de Oeiras.


Deixo aqui o vídeo.









sábado, 24 de dezembro de 2011

domingo, 13 de novembro de 2011

Hello Switzerland

Em meados de Outubro fui em reportagem para a Suiça.

Cansativo, trabalhoso, stressante...mas tão giro. Chegámos lá de noite e tínhamos à nossa espera um senhor com uma plaquinha com os nossos nomes...daquelas coisas que eu via em filmes, mas nunca tinha vivido. Levou-nos até ao destino, a uma hora de distância. Imaginem depois de um dia de trabalho, horas à espera no aeroporto porque o voo atrasou, ainda ter que fazer uma viagenzinha de carro. Nem dormir consegui porque eles iam os dois, o motorista e o meu reporter de imagem, a falar alegremente de tudo e mais alguma coisa. Chegámos ao hotel, 5 estrelas, no cimo de um vale lindíssimo, o quarto digno de uma revista de decoração...toda eu me sentia uma princesa, mas estava tão cansada que caí na cama. No dia seguinte, toca a levantar às 7h da manhã para um pequeno-almoço de trabalho!!!! (só queria comer descansada....)
Vale de Wollerau (perto de Zurique)

O dia foi todo passado na fábrica e escritórios da empresa, uma marca de joias, muito conhecida na Suiça. Sempre gostei de ir a fábricas, aos sítios onde é feita a produção. Adoro ver todos os passos pelos quais os produtos têm que passar até chegar ao destino final. Já fui a várias fábricas, mas uma de joias é diferente...tem outro encanto. Para começar é mais limpinha que qualquer outra que seja de comida... E depois é um sítio com magia, com classe... Com etapas muito pormenorizadas, com um trabalho feito à mão muito minucioso e perfeitinho. A parte do design, dos desenhos nos próprios anéis, de cravar os diamantes, do polimento... Adorei. E adorei conhecer a filosofia de uma empresa, em que os patrões almoçam à mesa com os empregados, em que todos se tratam pelo nome, em que há um sorriso na cara de toda a gente, um ambiente de trabalho invejável que se sente mesmo só estando lá um dia. Tudo sob um edificio auto-sustentável, que absorve o calor no verão para usar no inverno e vice-versa, e que não gasta dinheiro e recursos em óleo ou electricidade ou ar condicionado. Acho espectacular.

No dia seguinte visitámos outra cidade, Luzern, para ir filmar a loja da marca. Uma cidade romântica. Muito suíça. Muito típica. Estivemos menos tempo do que eu gostaria, porque tínhamos que voltar para Portugal nesse dia. (mais uma horas de atraso no voo para ajudar)


Trouxemos chocolates suíços para casa (ainda acabei com uns lá) e posso por mais um país na minha lista de viagens. Não conheci tanto como gostaria, mas deu para conhecer um bocadinho.

Agora, já estou à espera da próxima viagem.

SB

sábado, 12 de novembro de 2011

“Sem subsídios?!”. Sobrevive-se

Hoje não vou falar de nenhuma experiência profissional, não vou contar nenhuma história sobre uma entrevista ou reportagem que tenha feito, não vou falar do bem que me sabe ter esta profissão e da sorte que tenho em fazer aquilo que sempre escolhi.
São tudo verdades, mas hoje apetece-me falar para aqueles que choram os subsídios de Natal e de Férias que vão perder como consequência das medidas orçamentais impostas pelo novo Governo.
Primeiro que tudo, quero deixar bem claro que as próximas linhas que escrevo não têm absolutamente nenhuma tónica partidária.
Bem, não se fala de outra coisa no último mês. Apesar das duras medidas de austeridade que nós vamos ter de enfrentar nos próximos anos – e quando digo “nós”, refiro-me mesmo a nós jovens, que iniciam agora carreira, que ambicionam uma vida independente fora da alçada dos pais e os mais afetados no meio deste caos todo – as palavras de maior revolta vão dos que perderam os subsídios de Férias e de Natal.
Lá vão estes contratados a ganhar mais de mil euros ficar sem o ordenado extra que lhes permite gastar 600 euros em presentes de Natal ou ter de deixar de ir para o Algarve 3 semanas e ficar só uma.
Trabalho há dois anos a recibos verdes. Subsídio de Natal? Nunca tive. Subsídio de Férias? Tão pouco.
Estive mais de um ano a ganhar à peça. Admito que não ganhava mal mas, em agosto, à falta de trabalho, juntava-se a falta de dinheiro. Não só não tinha subsídio de Natal como nem sequer ganhava ordenado nesse mês e… sobrevivi, à custa de viver em casa dos meus pais e de não ter contas para pagar e de sempre me ter preocupado em juntar algum dinheiro que me permitia pôr gasolina no carro e poder jantar fora com amigos algumas vezes.
Hoje estou com outro vínculo, mas contínuo sem conhecer os tais tão valiosos subsídios.
Sou uma das que pertence, não à geração “à rasca” - tenho conseguido “desenrrascar-me” e acho que há quem esteja bem mais “à rasca” que eu – mas à geração “precária”.
Compreendo que estejam muito revoltados com esta medida [digo-o sem ponta ironia], mas se tivessem um ordenado mais baixo, como eu, sem vínculo de segurança ao local de trabalho e a poder ser despedida assim que aos superiores lhes der na veneta, como eu, a ver o salário diminuir por ter de pagar Segurança Social, IVA e descontar IRS, como eu, talvez pensassem que não vale a pena chorar.
Não tenho filhos, colégios para pagar, prestação de casa ou carro, é verdade, mas por este andar, com os bloqueios de futuro que aparecem sem mais nem porquês, também não hei-de ter tão cedo. Afeta a uns de uma forma, a outros de outra. É a vida.
No fundo, quero com tudo isto dizer que até compreendo que esse bónus de dezembro e de agosto vos dê muito jeito e seja muito bom, mas, acreditem, sei do que falo, sobrevive-se sem ele.

MDM

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Rendi-me (por obrigação)

Hoje escrevi, pela primeira vez, um artigo com o novo acordo ortográfico. Sempre disse que ia lutar contra esse bicho papão da língua portuguesa até quando fosse possível. Chegou a hora de o deixar atacar a minha escrita. Secalhar em qualquer outra profissão poderia continuar alegremente a fazer-lhe frente. Em jornalismo, não. É obrigatório mudar. É obrigatório reaprender a escrever. E a tentar não dar erros.
Já tinha aqui mostrado o meu desagrado com esta situação, quando recebi a notícia que a partir de Outubro, adoptávamos o acordo por estas bandas. E chegou o dia. Hoje tive que escrever um artigo para o nosso site (felizmente as peças e reportagens, como são uma coisa interna, escrevo como bem me apetecer) e pimbas...dei por mim a olhar para o texto e a achar feiinho activação, actual e objectivo sem "c", Outubro com letra minúscula, e outras tantas palavras que agora me parecem sempre "abrasileiradas". Como não tenho paciência (confesso) para ler o livrinho que aqui temos com todas as regras deste novo acordo, achei maravilhosa uma dica que uma colega aqui me deu. Um site: www.flip.pt, que faz conversão ou correcção dos textos que escreverem para o novo acordo. É mais ou menos um google translator. Porque ao fim ao cabo, é quase como uma língua estrangeira. Tem que se ir aprendendo aos poucos até estar tudo interiorizado e já não nos parecer confuso. 


SB

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Adoro a sensação

De uma peça acabadinha de escrever. Quando pomos o ponto final. Quando respiramos de alívio por estar terminada, escrita, editada e prontinha para seguir para a sala de edição de imagem. Fresquinha, fresquinha.
É alívio porque há prazos, há editores, há horas, há pressões.
Mas é também uma sensação de dever cumprido (e sempre com um bocadinho de orgulho à mistura).


E agora vou dar-lhe vida, cor e som. Uma noite divertida, portanto.


SB

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

180º

Enquanto o final do dia se aproximava e eu tentava desesperadamente concluir um artigo, ouvi pela janela da redacção uns gritos vindos da rua. Bem, não eram bem gritos mas sim um entoar de marchas de incentivo ou algo que se pareça minimamente com isso. Enquanto uma colega minha imediatamente perguntou "Mas quê? Hoje há bola?" (podia facilmente responder-lhe que não, o glorioso só joga amanhã), outra das minhas colegas apresou-se a responder "Não, são praxes!". E clic! Praxes... Durante uma mão cheia de anos que o final do mês de setembro/inicio do outubro era sinónimo de praxes, diversão, convívio com os amigos e por ai em diante. Lembro-me de os meus pais nem entenderem muito bem o porquê de eu ficar tão feliz quando as férias de verão terminavam e as aulas da faculdade começavam. Isto, claro está, até se aperceberem que eu conseguia chegar mais cedo a casa em alguns dias de férias do que nas semanas das praxes, mega festa, festa do caloiro e por ai em diante.. Confesso que por razões pessoais ainda tenho uma maior nostalgia por esta época. Conheci muita gente, ri muito, chorei como choramos todos por parvoice quando bebemos demais da conta, dançei, brinquei e até me apaixonei...Diverti-me muito no meu ano de caloira, no ano seguinte ainda me diverti mais quando fiz parte da organização, e nos anos seguintes olhei sempre para estes dias como tardes e noites de boa disposição. Nunca fui muito de praxar, aliás não tenho nada contra brincadeiras mas não posso deixar de dizer que, infelizmente para mim, vi a minha faculdade tornar-se muito mais vulgar no que toca às praxes à medida que os anos passavam. E claro está, não sei quantas vezes disse a frase cliché "Isto no meu tempo não era assim!". Não me interpretem mal, já o ano passado acho que não passei pela faculdade por esta altura, mas o sentimento era muito diferente - eu não QUERIA ir, eram águas passadas, já não conhecia quase ninguém do meu tempo. Este ano é diferente - eu não POSSO ir. Não que o queira, estou muito feliz como a jornalista de 23 anos que sou, com o meu trabalho a tempo inteiro e com a minha vida bem mais calminha. Mas uma coisa não posso negar - ao ouvir estes gritos vindos da rua, toda esta diversão de quem está a começar uma das melhores fases da vida, não consigo deixar de sentir um friozinho na barriga, questionar-me como tudo passou tão depressa e desejar como nunca que alguém me pinte a cara com batom...

C. 
 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

E quando...

...há entrevistas ainda mal nasceu o dia?

É o drama, o horror, o sofrimento! Mas o entrevistado não pode mais tarde, tem mesmo que ser a essa hora, nós não podemos no dia seguinte... Pronto, fica marcado para as 8h. Como não moro, nem trabalho no centro de Lisboa, o Parque Eduardo VII traz ainda mais drama à história, porque todos sabemos como é o trânsito matinal em todos os acessos à capital. Chegámos, 15 minutos atrasados, mas chegámos. A entrevista correu bem, sem interrupções, enganos, demoras ou chatices.

Dizem que acordar cedo faz render mais o dia. E faz, sim senhor. E eu acordo cedo. Mas ainda é Verão e acordar quando ainda é de noite lá fora, faz-me espécie...o que é que se há de fazer?


Compensou ir tomar o pequeno-almoço ao Careca, um dos cafés mais conhecidos de Lisboa, com os melhores croissants do mundo.


SB

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Acordo Ortográfico - parte II

Podem não gostar do que vou dizer e eu própria também não acreditava que algum dia estas palavras saíssem da minha boca mas o acordo não é assim tão mau. Se há erros? Sim, muitos! Se há coisas que não fazem sentido nenhum? Também. Mas há outras a que tive que me render. Por mais que ótimo escrito desta forma não me faça sentido, hoje em dia acredito que faz sentido aproximar a grafia à fonética para que os miúdos que, verdade seja dita, estão cada vez mais burrinhos, não tenham as mesmas dificuldades que nós tivemos em aprender palavras. Se me dá raiva? Muita! Podiam-nos ter poupado alguns anos de sofrimento, mas é a vida! Mas lá que o acordo tem coisas estranhas lá isso tem...


O que me faz mais caso é o facto do cor-de-rosa levar os hífens e todas as outras cores não. Digam-me senhores o que é que o cor-de-rosa é a mais que o cor-de-laranja (ou cor de laranja) e o cor-de-vinho e o amarelo-mostarda e o verde-garrafa??? Sinceramente!!!


P.S.

September Issue

Para quem trabalha em moda sabe que o mês de Setembro é mesmo o mais complicado: são as novas tendências, são as vindas das férias com todo o gás, preparação para a ModaLisboa e Portugal Fashion and so on...


E por isso este mês não podia andar mais amalucada da minha cabeça! Hoje fui a uma apresentação da Forté Pharma: Hotel Altis Belém, com pequeno almoço (já não comia tão bem de manhã desde que tinha 4 meses). Mostraram dois novos produtos, um para cortar as calorias e outro para dar energia. Eu que normalmente iria agarrar-me com todas as forças ao das calorias (sim, estou sempre a precisar de tirar um bocadinho de barriga ou qualquer outra coisa), atirei-me ao da energia agora mesmo. Eles chamam aquilo um shot enérgico e eu depois do almoço achei que era mesmo isso que tinha de fazer, tendo em conta que estou quase a babar pra cima do pc de tanto sono que tenho.
Eu acho que precisava era de um shot enérgico no trabalho! Será que está na altura de mudar de vida? Tenho-me questionado muito nos últimos tempos!!!


Será que o melhor é a estabilidade ou a aventura? Começo a achar que se opto pelo caminho da estabilidade vou andar a shot's de energia da Forté Pharma todos os dias, quando antes essa energia simplesmente vinha de mim mesma!!!!


Será que isto é apenas uma fase? Será o stress do mês de Setembro? Será uma insatisfação que nos é intrínseca? Ando baralhada entre duas músicas do grande António Variações que acho que definem um pouco a minha indecisão do momento!


'Estou além' ou 'Muda de vida'!


Será que sonhar mais alto é bom ou acaba por atrapalhar?!



P.S.